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20091129

Who I am hates who I've been.



"I talk to absolutely no one.
Couldn't keep to myself enough.
And the things bottled inside have finally begun
to create so much pressure that I’ll soon blow up.

I heard the reverberating footsteps
sinking up to the beating of my heart,
and I was positive that unless I got myself together,
I would watch me fall apart."


I feel like now, almost more than ever, I need a break. I know it's been worse. I know I should be feeling better, but that, on itself, can make me feel worst. Because everyone expects me to feel better. Everyone expects me to be all bubbly now I have a boyfriend. And I'm not even sure if I want this yet. He's the most amazing guy I've met, he treats me like I deserve to be treated, but I just don't know if I want that. Sometimes it's just too good and I can't stand it. I don't like it when things are just so certain. I can't stand to know exactly who it will happen. I know I can make this last for virtually as long as I want to. And that scares the hell out of me. Because that means that I can make mistakes. And I'm not used to that. I'm used to being shouted out and yelled at with every tiny mistake that I make. I'm used to being told that I need to think more, to be smarter, to work harder. With everything. And in a way, I like the challenge. It breaks me apart, makes me a wreck, but I like it. In a way, I like to feel miserable. I feel like I deserve it, since I've had such an easy life so far.

I feel like I can't even fail the right way. I can't have a full blown-out ED, I obcess about food as much as an anorexic, but I fat, huge, and I just keep gaining weight, because I just can't do it right and be consistent with either not eating or eating normally. I can't be a real cutter because I barely scratch my skin when I do cut, which I do with damn scissors, I can't even get myself to use a blade. I can't fail completely at music lessons, because I still get to pass. Barely, but I do. And I definitely can't fail as a girlfriend because no matter what I say, I can't hurt him. I can't get myself to do it. Not this time. He's just too special. And when I ridiculously try to attempt to it, he just forgives me. And I can't deal with that. I either have to be the best or the worst, I can't deal with averegeness.

Sometimes I still feel like I should die. I don't think anyone notices me that much. Despite being kinda "popular", I feel like no one knows me. Everyone imagines me as something that I am not, and sometimes I just can't fake it anymore. Because I fake it everyday. Everytime someone asks if everything is ok. Because people ask about how do I cope with everything, and I say I just manage to do it. But truth is, I don't. I can't cope with this. I break down so often, but I just can't get a hold on myself. Not anymore. Because holding on and manage to do it is what is expected from me.

And everyone is too blind to see that I'm not ok. And even if they notice it, they just ignore it, because the fact that I'm not ok would mean that I'm not perfect, that I'm broken, and that I couldn't be as promissing anymore, that I couldn't be so successful anymore, because no one would want me if I was broken. But I am. There IS something wrong. And I know it. And I just want someone to see it aswell. Not "see" it and ask me if I'm doing better, but realize that it won't get better that easily. That I'm not just faking this, and that I can't just stop, no matter how kind are your words, no matter how much information I have. It's something from inside and I just can't get myself together that easily. I need help. I'm aware of that. When will other people see it?

20091025

Addict.

Odeio a minha personalidade obcessiva. Duvido que alguém quisesse sequer tentar falar comigo se soubesse as proporções que ela atinge.

Ultimamente eu simplesmente não POSSO ir a um centro comercial. Quinta-feira fui à baixa com a minha mãe enquanto esperava pela hora da consulta, pois é claro que tive de encontrar alguma coisa para comprar. Ontem fomos tentar a sorte com os bilhetes de U2 (sem sorte, btw) e é CLARO que já estava pronta para comprar algo outra vez. Damn, odeio ver-me como consumista e vaidosa. Mas sou. E agora cada vez que compro alguma coisa sinto-me culpada por ele. Porque não é justo eu gastar tanto dinheiro como se nada fosse e ele ter de estar a poupar. =S Mas nem isso me consegue travar... Eu tenho TANTA roupa. E verdade seja dita, uso-a toda. Mas mesmo assim... Nem sequer tenho TEMPO para a usar toda. A não ser que troque de roupa todos os dias, e a minha mãe matava-me se eu fizesse isso, com a pilha de roupa que ela tinha de passar a ferro depois.

Adiante. Eu já me conheço e sei como eu fico quando me apaixono. E sim, eu estou assim. E eu tenho medo de deixar isso transparecer. Porque eu não quero que ele se assuste. Porque eu assusto-me comigo própria, e assusto-me com ele quando ele se começa a comportar dessa forma. Eu sei que é ridiculo eu pedir espaço quando ele mora a 100 km. Quer dizer, como é que eu podia ter mais espaço que isto? Mas para mim é sufocante o suficiente ter de justificar cada vez que não mando uma mensagem ou não quero telefonar. É a única coisa que não gosto de namorar. Apesar de eu fazer o mesmo, e saber que é só preocupação. Mas não gosto dessa insegurança. Eu sou honesta, se eu quisesse acabar tudo, se eu achasse que não valia a pena, eu dizia. Não o evitava. Se eu estivesse a curtir com outro rapaz, não o ia dizer, obviamente. Mas também não ia servir de nada mandar mil mensagens.

Por falar em curtir com outro rapaz, o David está a pensar entrar para a Filarmónica. Por um lado, damn, é CLARO que adoro ter razoes para passar mais tempo com o meu melhor amigo. Mas por outro lado, passar aquelas noitadas que nós fazemos volta e meia quando temos saídas, com o meu ex-namorado... é perigoso. extremamente perigoso. Principalmente quando o dito ex-namorado é podre de bom e confessou que me acha sexy. Great. Mas bem, eu sei que é com o Ricardo que eu quero estar. Só posso esperar que eu pense um pouco antes de me deixar levar. Porque eu ia arrepender-me imensamente se acontecesse alguma coisa entre mim e o David. Por todas as razões e mais algumas.

Eu escrevo aqui como se ninguém fosse ler. O que provavelmente é verdade. LOL. Mas de qualquer forma, se alguém conhecido ler isto, fantástico, sabem finalmente como eu sou de verdade. Eu sei, não é tão agradável como a Rita que conhecem, certo? =]

Live with it.

20090227

Last post on October 27

Não escrevi mais. Cada vez que escrevia as critícas eram cada vez mais negativas.
Sim, tenho medo de critícas.
Tenho pavor a falhar.

Tenho a mania de tentar ser perfeita.

Acho que temos todos.

É mais do que obvio dizer que isso é impossivel. Que vai sempre haver alguma coisa em que falhamos.

Fui habituada a não deixar passar essas falhas. A tentar sempre fazer melhor. A ideia não é fazer algo perfeito, mas sempre, sempre melhor.

No fim de contas tenho um certo orgulho na pessoa que sou. Posso ser irritante, instável, indecisa, picuinhas e ter tanto medo de expor as minhas ideias em certas ocasioes, que é facil duvidar que eu sequer as tenha (e às vezes nao tenho mesmo...), mas sei que se isso acontece é porque tento agradar a todos, e mais uma vez OBVIAMENTE que isso não acontece.

Sei que às vezes exagero no controlo que tento ter sobre tudo o que faço. Um movimento em falso e encontram-me a desabar, em stress completo. Odeio essa minha faceta, porque sempre foi algo que odiei ver nas outras pessoas.

Não faço ideia onde quero chegar com isto. Só não estava a gostar de ver o blog com aquele post no início desde Outubro. Não mudou muito desde Outubro, mas mudou o suficiente para eu querer que as coisas estejam mais direccionadas para a frente, não para trás.

Começo agora a dar valor a tudo o que os meus pais se esforçaram por me ensinar, ao ambiente em que cresci, em vez de só lhes apontar defeitos. Porque eles esforçaram-se mesmo. E não posso dizer que não tenha resultado. Se calhar resultou foi precisamente no que eles queriam, e não no que eu queria ser.

Por outro lado, chegam-me ideias tão contraditórias sobre mim de todo o lado que é normal que eu não faça ideia de que raio de personalidade eu tenho, se é que tenho personalidade de todo. Só neste ano de 2009, já me disseram que eu sou egoísta, perfeccionista, refilona, teimosa, sossegada, calada, faladora, preguiçosa, desorganizada, inteligente, vivaz, e provavelmente outras coisas de que não me lembro. Se eu sou isso tudo ao mesmo tempo, então tenho realmente uma personalidade muito instável. Confirma-se.

Por isso é que não posso usar aquelas frases feitas do genéro "eu sou sempre eu, nunca mudo". Damn. Ser sempre eu, lá isso devo ser... Mas ser eu implica mudar a cada fracção de segundo, saltitar entre extremos, variar a maneira como falo consoante estou a falar com o Tiago ou a Joana, por saber que a reacção a algo que eu diga vai ser completamente diferente de um para o outro, e por não ter paciência para lidar com essas reacções, quando já sei que vão ser negativas.

Para quê dizer algo a alguem de quem gosto que eu sei que não vai ser agradável de ouvir? Para quê fazer algo que eu sei que vou fazer mal?

Eu simplesmente não me consigo forçar a fazê-lo. Depois oiço raspanetes, que variam desde "mas diz alguma coisa!" a "mas porque é que não te esforças?" e o fantástico "se nem tentas ir atrás da bola, tenho de te dar negativa!" do stor de EF. Raio da bola. Eu estou a vê-la a dirigir-se a um local a 5 metros de mim, nem em velocidade relampago chego lá antes dela, para que é que me vou mover? x-x Eu sei que não é a atitude a ter. Mas argh.

Eu realmente sou um bicho muito irritante.

20081027

The Scientist.

Este Sábado, no caminho entre Coimbra e Mortágua, estava a ouvir música no telemóvel. The Killers, para ser mais precisa. Não sei ao certo que música. Sei que o visor do telemóvel ficou branco por uns instantes, a música parou de tocar, e quando consegui ver o fundo novamente e carreguei no play, começou a tocar... The Scientist.

Justamente The Scientist. E não faço ideia como mudou de música. C (de Coldplay) e T estão bastante separados, ainda por cima.

Mudei de novo para The Killers. Nem forças superiores alienigenas me farão ouvir essa música agora.

É tão tarde. Demasiado tarde para se pensar sequer em alguma coisa depois de tudo o que já se passou. Eu e ele já nem somos eu e ele. Somos outras pessoas. Por mais saudades que tenha, tenho de manter isso em mente. Não iria resultar. Não valeria sequer a pena tentar, mesmo que pudesse tentar.

E The Scientist não se pode encaixar nisto agora.

20080821

Algo por você.

A culpa é toda minha. Sim, é. Tenho a sensação de que todos os problemas de todas as pessoas deviam ser resolvidos por mim. Eu devia ser capaz de saber o que dizer, saber o que não dizer. E a verdade é que nunca tenho problemas MEUS. Ando sempre a tombos com os das outras pessoas. E só isso é que me tira o sono. Dou voltas e voltas, pergunto opinião a toda a gente, e não consigo arranjar respostas. Quando acontece eu mesma ter um problema, é bola prá frente. Posso-me preocupar com isso, sim. Mas é raro fazer um drama, ou perguntar a alguém o que devo fazer. Claro, normalmente acabo por dizer o que se passa, porque é muito dificil para mim esconder que estou preocupada com alguma coisa. Mas não é a mesma ansiedade...

Acho que ninguém tem noção realmente o quanto eu choro. Não é que não consiga evitar. Ou que se passa algo. Mas vem uma dor miudinha algures nem eu sei bem onde que só consigo que vá embora assim. E se calhar, é mesmo suposto lá estar. Normalmente é arrependimento, saudade, medo, ou tudo misturado. Outro ritual de quando tenho essa impressão estranha, é pegar no telemóvel e mandar uma mensagem ao David. Vem de há muito tempo, é intuitivo. Agora só me faz pior, claro. Mas às vezes ainda acaba por me acalmar. Se há algo que ele sabe é pôr alguém bem-disposto.

É rídiculo eu mencioná-lo tantas vezes quando escrevo, talvez, mas arrisco-me a dizer que não há ninguém que eu conheça tão bem, ou com quem tenha vivido tanta coisa. Isso torna fácil lembrar-me dele pelas mais variadas razões.

Às vezes só preciso de falar com alguém sobre algo completamente diferente. Normalmente falo muito. Até demais. Ao contrário da maior parte das pessoas com quem falei sobre isso, falo ainda mais frente a frente do que por computador. Acho que por nunca ter sido propriamente timida, e porque frente a frente é mais fácil lembrar-me de algo para dizer, por alguma razão. Mas no fundo, sou extremamente insegura. Tenho medo que me achem vulgar, tenho medo que achem que me esforço demais para não ser vulgar, tenho medo que achem que não sei nada de jeito, tenho medo que achem que não me devia preocupar em saber tanto, e tenho mais que tudo medo de magoar alguém, de não estar à altura, de ser demasiado nova para dar palpites sobre alguma coisa. Com pessoas mais velhas torna-se infinitamente pior.

Dá-me vontade de falar, falar, falar. Estou farta de férias, por alguma razão não vejo ninguém, e quando vejo, as conversas não variam muito. Não que em aulas mude alguma coisa. Sei lá.

Hoje mais cedo tomei um banho de água gelada. Nunca tomo banho de água gelada. Nem com muito calor, coisa que hoje não esteve. Mas a água fria a correr pelo meu corpo foi talvez uma maneira de me punir nem eu sei bem de quê.

Não penso em me matar, nem perto. Há mais de um ano que não penso nisso. Mas a pergunta que fiz ao David foi "Se eu morresse agora, o que é que perdia?" porque é só nisso que eu consigo pensar. O que é que eu tenho mesmo agora. Acho que eu faço sempre questão q a minha vida dependa de alguém, que todas as minhas emoções estejam nas mãos de outra pessoa. Tenho de mudar isso.